sexta-feira, 10 de abril de 2009

COMO AMIGO?

Ficamos conversando no banquinho de concreto que meu pai fez na última reforma, há uns três anos. Não tinha muitas experiência para saber ou não se uma menina estaria me dando bola ou não, mas, tinha em meu coração, a intuição de que algo verdadeiro nascia naquela jovem que imaginava ser de outro cara. Existia algo no olhar de Heloísa que me dizia o quanto ela me queria, o quanto me desejava. Precisava saber exatamente saber o que fazer para arrancar de uma menina tão pura, seus sentimentos mais íntimos. Eu não sabia o que fazer. Essa era a realidade. Se tentasse algo, poderia escutar: “Você confundiu as coisas ou só te quero como amigo.” Porém, não tentar uma aproximação naquele momento, representaria a derrota sem ao menos uma ofensiva. Precisava dar o pontapé inicial.

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